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TRANSGENDER CENTER BRAZIL

      

 

DIRETOR TÉCNICO:

DR JOSÉ CARLOS MARTINS JÚNIOR CRMSC 18281

Frontoplastia

Informações retiradas com autorização do blog http://vanessa.in

O tamanho e o formato da fronte do crânio masculino muito se difere do feminino.

A frontoplastia é a suavização da testa com diminuição das proeminências ósseas.

O desgaste ósseo da testa e rebordo orbitário (área sobre os olhos) traz leveza ao rosto e pode se tornar, no conjunto, um importante marco na feminização facial. O objetivo é diminuir os ângulos e bordas agudas, além da proeminência local que trazem masculinidade.

As incisões são realizadas dentro do couro cabeludo e ficam imperceptíveis se forem bem cuidadas com o passar do tempo. 

A testa pronunciada é uma das principais características que deixam o rosto masculino. Como essa característica não pode ser corrigida com hormônios, só nos restam opções cirúrgicas.
A cirurgia para eliminar a protuberância e regularizar/suavizar a testa se chama Frontoplastia.

Antes de explicar como é feita a frontoplastia, vamos conhecer o crânio, com ênfase no que toca essa cirurgia. Vejam a figura abaixo. Na parte central do crânio fica o sinus frontal, que é a parte que faz aquela “barriga” para fora, no centro da testa. Na imagem de perfil é possível ver que essa região é formada por um osso, um espaço vazio e então outro osso. Nas laterais, acima dos olhos, ficam os orbitais, que deixam o olhar mais fechado e mais pesado. Por fim, entre a testa e as têmporas, existe uma irregularidade, uma quina.

Na cirurgia de frontoplastia, as rebarbas formadas pelos orbitais podem ser cortadas e descartadas, e o restante dos orbitais são lixados e regularizados para que fiquem suaves. Da mesma forma, a quina entre a testa e as têmporas também é lixada. O cirurgião deve procurar suavizar todas as irregularidades da testa, deixando-a lisa.

Já na parte central, que é oca, existe uma grande variação da espessura do osso sinus, bem como do tamanho da protuberância (“barriga”) formada por esse osso. Isso faz com que a técnica indicada para uma pessoa não seja a mais indicada para outra. Vou explicar as opções que temos atualmente.

Técnica do Lixamento

Se a pessoa tiver o osso sinus com espessura suficiente para regularizar a protuberância da testa apenas com o lixamento, essa é a técnica mais simples a ser empregada (conhecida fora do país como “Type 1”). Vejam as linhas vermelhas que eu tracei. É possível que a testa fique sem nenhuma protuberância apenas retirando a parte externa da linha vermelha, sem atingir a região oca (que não pode ficar perfurada).

Técnica do Lixamento com preenchimento

O caso apresentado anteriormente, em que se tem espessura suficiente para regularizar a testa apenas lixando é bastante raro. Vamos ver na figura abaixo um raio x com um caso mais comum. Vejam a linha que eu tracei na figura 1. Caso o cirurgião fosse lixar até essa linha para regularizar a testa, o osso sinus não teria espessura suficiente e a parte oca seria alcançada. Uma alternativa é o cirurgião desgastar até o limite do osso e, para deixar a testa regular, utilizar um preenchedor, como eu mostro na figura 2, onde a curvatura da testa seria esse pontilhado que fiz em vermelho. Utilizar o lixamento + preenchimento é conhecido fora do país como “Type 2”.

 

Técnica da Reconstrução

Agora vejam o raio x abaixo, ele é o raio x do meu crânio. Para se conseguir uma curvatura bonita, a testa precisaria subir em posição vertical a partir do nariz, em uma posição próxima a dessa linha vermelha que tracei. Está bem evidente que meu sinus é finíssimo, parece um papel, impossibilitando o lixamento. O osso também é tão pronunciado que se fosse fazer preenchimento para chegar a uma regularização, a testa ficaria com aspecto de capacete, de tão cheia.

Nessa técnica, a mais agressiva, o osso é cortado em posição próxima a da linha que tracei, ele é retirado do crânio, trabalhado e recolocado no lugar de modo que não apresente mais a protuberância, que a testa suba em posição vertical. Nessa técnica, para regularizar essa parte central com o restante da testa, o limite teoricamente é o osso posterior, que protege o cérebro. Lá fora a chama de “Type 3” ou “Forehead Reconstruction” e ela é a mais indicada para a maioria das pessoas.

Como o osso da testa é acessado?

Para acessar o osso da testa da paciente, o cirurgião faz um corte de orelha a orelha, que fica escondido no couro cabeludo, oculto pelo cabelo. Quando a linha do cabelo já se encontra na posição correta, esse corte é feito no topo da cabeça, fazendo com que a cicatriz fique bastante oculta pelo cabelo.

Quando existe a necessidade de descer um pouco a linha de cabelo da paciente, o corte (também de orelha a orelha) acompanha a linha do cabelo da paciente, ficando com o aspecto da foto ao lado.

Caso feito por um bom cirurgião, o correto é essa cicatriz ficar quase imperceptível após a cicatrização completa.

Existe cirurgião que executa a técnica do lixamento (com ou sem preenchimento) com técnica endoscópica. Nesse caso são necessários apenas 3 pequenos cortes que ficam ocultos no cabelo, por onde o cirurgião introduz a câmera e os seus instrumentos.

 

Procedimentos comumente feitos com a frontoplastia

Avanço da linha do cabelo

Quando existe a necessidade de efetuar o avanço da linha do cabelo, aproveitando um corte como o da foto acima, o cirurgião usa a elasticidade do couro cabeludo e puxa todo o couro um pouco para frente. Uma pessoa com elasticidade normal chega a 2 cm de avanço. O cirurgião verifica quanto ele consegue puxar o couro sem que haja uma tração excessiva. Em seguida retira e descarta uma faixa de pele da testa na divisa com a linha do cabelo, puxa o couro e o costura mais para baixo.